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quarta-feira, agosto 06, 2025

 

HERÓIS, VILÕES OU MASSA DE MANOBRA?

Nesse mundo de meu Deus há produtos que em relação à saúde do consumidor ora são considerados heróis, ora vilões e muitas das vezes servem de massa de manobra, em que alguns estudos os consideram heróis e outros vilões, simultaneamente. E o consumidor fica num vai-e-vem, sem saber se deve abolir ou não o produto de sua vida.

Para certos produtos o enquadramento depende da quantidade ou frequência de consumo ou da saúde pré-existente do consumidor. E, muitas vezes, da marca do fabricante, à qual está associada a qualidade do produto.

Há muito poucos heróis ou vilões definitivos. A imensa maioria é simples massa de manobra, em que as virtudes ou os males do produto dependem da instituição autora do estudo e, por que não dizer, dos interesses comerciais por trás desses estudos.  

A postagem de hoje relaciona alguns desses produtos.

 

CIGARRO

Atualmente é um vilão consagrado. Mas nem sempre foi assim. Antigamente dizia-se que “o garoto começa a fumar para provar que já é homem; o adulto deixa de fumar para provar a mesma coisa”.

Um amigo meu dizia que parar de fumar é fácil, tanto que ele já havia feito isso várias vezes.

E tem a velha piada: “Meu médico me aconselhou a ficar longe do cigarro. Comprei uma piteira.”

 

BANHA DE PORCO

Antigamente era muito usada, inclusive lá em casa. Vinha embalada num papel tipo manteiga, ao qual ficava irritantemente agarrada, tendo de ser raspada.

 

GORDURA DE COCO

Quem não se lembra dessa lata? Era figurinha fácil lá em casa.

 

CAFÉ

Típica massa de manobra. Alguns relatam seus efeitos benéficos, outros ressaltam os maléficos. Ao que parece, depende da quantidade e frequência de consumo e da saúde do consumidor.

Particularmente não gosto de café puro. Mas o “Jorge, o Ucraniano”, comentarista sumido do SDR, uma vez me deu uma amostra de café colombiano, se não me engano o Juan Valdez. Ô, cafezinho bom!!

E em Sarajevo um relojoeiro, de nome Núria, me serviu o que ele chamava de café bósnio. O pó era colocado dentro de uns copinhos metálicos e água fervente era jogada em cima e misturada. Depois deixava-se decantar a mistura e bebia-se, tomando cuidado para não ingerir o pó. Também foi uma experiência memorável de café puro. Acho que esse tipo de preparação é comum na Turquia e em outros países.

 

CHOCOLATE



Outra massa de manobra. Minha esposa foi chocólatra durante muitos anos. Deixou de sê-lo. Eu jamais caí de amores por chocolate, mas se houver um dando sopa eu como. 

 

AJI-NO-MOTO

Era figurinha fácil lá em casa. Depois passou a ser grande vilão. Ainda existe, porém ignoro o seu enquadramento atual. Minha esposa costuma usar o Alho e Sal da Arisco.

 

VINHO TINTO

Esse é bastante polêmico. Uns elogiam seu conteúdo de resveratrol; outros o criticam por ser bebida alcoólica.

Eu sou abstêmio. Mas durante visita a uma adega em Vila Nova de Gaia provei vinhos do Porto tinto e branco. Magníficos. Trouxe uma garrafa de cada e consumi rapidamente. De lá para cá tenho lutado contra a vontade de comprar esse tipo de vinho.

 

MARGARINA

Essa e sua irmã gêmea, a manteiga, são massas de manobra. Durante algum tempo a margarina virou sensação, depois foi crucificada. Não sei o enquadramento atual.

 

ADOÇANTES

Acho que é o produto mais polêmico. Em virtude de suas várias composições, volta e meia uma delas é crucificada no altar da Ciência ou dos interesses comerciais. Há adoçantes de ciclamato de potássio, de stévia, de sucralose, de aspartame, de sacarina, etc. Tal como gangorra, cada um assume a posição de queridinho durante algum tempo, decaindo logo após em favor de outro.

 

MEL

Parece que seu consumo é contraindicado para portadores de certas doenças, como o diabetes.

Quando eu era gente, no café da manhã comia uma fatia de pão de forma lambuzada com mel e com um pedaço de queijo amarelo em cima. Ô, delícia! Bons tempos aqueles!


GEMA DE OVO

Outra massa de manobra. Cada hora aparece um artigo condenando ou recomendando o consumo de gema de ovo. 

 

BEBIDAS ALCOÓLICAS

Deixo de anexar foto porque são dezenas os tipos desse produto, variando desde teor alcoólico até o tipo em si de bebida.

São consideradas vilãs e causadoras de inúmeras tragédias, tanto de cunho pessoal em relação à saúde de quem a ingere e na sua convivência familiar, quanto envolvendo outras pessoas, como em acidentes e crimes. Alguns defendem o consumo de certos tipos de bebida, ressalvada sua moderação.

Sendo produtos milenares, não se consegue eliminá-los do mercado, por vários motivos.


EMBUTIDOS







Típicos vilões, todos eles. Mas que são gostosos, lá isso são.

Na minha infância e juventude, lá em casa aos sábados à noite não se jantava: comíamos sanduíche de pão francês com ovo ou com salaminho. Vez por outra pegávamos o bonde, íamos até o ponto final na Usina, entrávamos no Bar das Pombas, pedíamos isca de carne com batata frita, acompanhados por refrigerante ou chopp, dependendo da pessoa.  

Particularmente eu gostava muito de fiambrada ou apresuntada. Mas há séculos não como uma. 


-----  FIM  DA  POSTAGEM  -----

segunda-feira, julho 14, 2025

 

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE LIVROS

Se há algo que aos poucos vai saindo de moda e no futuro talvez só seja achado em locais bem específicos são os livros. As novas gerações não têm paciência para sentar e se concentrar em leitura. E no caso do Brasil, elas não têm vocabulário nem capacidade de entender o que está escrito, fenômeno denominado apropriadamente de “analfabetismo funcional”, farta e alegremente expandido e promovido pelo sistema educacional público e por algumas entidades privadas mercenárias. A atualidade é dominada por figuras e imagens em movimento, tudo bem rápido. Nas propagandas de TV as imagens se sucedem em frações de segundo. Em certas entrevistas de telejornais, o que o entrevistado está falando é interrompido após alguns segundos. Já falou demais.

Esta postagem é um réquiem antecipado para os futuros defuntos, os livros. Verão que na verdade alguns deles aqui mostrados já morreram e se esqueceram de deitar. Mas sobrevivem na minha biblioteca. Na de vocês também deve haver dezenas de futuros defuntos. Que tal homenageá-los citando os nomes dos mais prestigiados nela? De minha parte, farei isso aqui, sem desprestígio para os demais.  

 

1)      LIVROS SOBRE TEMAS ESPECÍFICO

1.1 – Segunda Guerra Mundial

O assunto de que mais gosto, em livros ou filmes, é a Segunda Guerra Mundial. Meu interesse por ele começou no início dos anos 1970, quando apareceu nas bancas uma série de livretos sobre o assunto, intitulada História Ilustrada da Segunda Guerra Mundial, publicada pela Editora Renes. A série era dividida em vários temas, como Campanhas, Líderes, Armas, Batalhas, Tropas, etc. Alguns temas me interessaram mais do que outros, daí haver investido mais em comprar os livretos que tratavam deles.

Abaixo, dentro do retângulo amarelo, a coleção desses livretos que adquiri. Clique e amplie para poder ler os títulos, caso lhe interesse.

O conjunto total de livros que tenho sobre a guerra é muito maior. A foto abaixo, dentro do polígono amarelo, mostra todos eles. Desnecessário dizer que os devorei todos, alguns até mais de uma vez. Mas não me considero expert no assunto, em parte devido às deficiências de memória advindas da idade e em parte à grande extensão e detalhes do tema. Clique e amplie para poder ler os títulos, caso lhe interesse.


1.2 - Astronomia

Abaixo, meu primeiro livro sobre Astronomia, o segundo assunto de que mais gosto. Comprei-o em 1969. Posteriormente adquiri vários outros, hoje num total de 17.


1.3 – Idioma alemão

Em 1962, como presente de quinze anos e a meu pedido, minha tia me deu um curso de alemão do método Linguaphone. Não consegui avançar muito (fui até a lição 13, das 50 do curso) porque embora o método fosse bom para aprender a pronúncia, era muito deficiente em gramática, e eu me ressenti disso.

A solução veio em 1967, quando eu trabalhava em Belém e um engenheiro da firma, doutor Lutfalla, me convidou para almoçar na casa da irmã dele. Olhando a biblioteca ali existente, vi um livro de ensino de alemão que me interessou, pois continha as explicações de gramática que não existiam no Linguaphone. Percebendo isso, o doutor Lutfalla mo deu de presente. O livro deveria estar acompanhado por discos, que não havia na casa. Trouxe-o para o Rio e de posse de um mini-dicionário Alemao-Português da editora Ao Livro Técnico, que eu havia pedido de presente aos 14 anos a um tio meu, aproveitei a fase de desemprego nos anos de 1970 e 1971 para estudar o conteúdo do livro, toda tarde, após voltar da faculdade. Fiz todas as lições, de cabo a rabo, e todos os exercícios, num total de 130, cada um com em média 25 frases a serem completadas ou escritas.

Abaixo, foto do livro, cujo título é Ensino da Língua Alemã para Estrangeiros, em tradução mais ou menos livre.

 

2)      ATLAS e MAPAS

Quer coisa mais démodé atualmente do que atlas e mapas? Street View, Google Maps, Waze, Google Earth e outras modernidades mataram completamente os atlas e mapas. Mas comigo eles ainda estão vivos, como podemos constatar nas fotos abaixo.  

O atlas da esquerda foi trazido pela minha atual esposa, quando passamos a morar juntos.

Abaixo, um atlas magnífico que ganhei de brinde ao comprar a coleção total da Enciclopédia Barsa, em 1982.

 

3)      LIVRETOS DE VIAGEM

Que dizer então daqueles famosos livrinhos de bolso da Berlitz para viajantes, como os mostrados abaixo?

Comprei-os para minhas viagens. Por azar, quando fui à Escandinávia em 1986 a mala onde estavam os quatro livretos sobre os países da região foi extraviada e só a recuperei no fim da viagem. Foi um investimento desperdiçado a compra dos referidos livretos.

Não anexei fotos de mapas porque tenho muitos. Desde pré-adolescente tive contato com mapas e sempre os admirei. Tenho grande facilidade de lidar com eles.

 

4)      DICIONÁRIOS DE IDIOMAS

Outra espécie de pré-defunto. Com o Google Tradutor, o Context Reverse, a IA e demais softwares de tradução, a necessidade de dicionários foi quase a zero. A IA é useira e vezeira em fazer traduções completamente sem sentido.

Tenho um bom estoque de dicionários, alguns de bolso e outros grandes. Abaixo, os de bolso.

Os quatro da linha de cima sofreram o mesmo infortúnio citado no tópico anterior sobre a Escandinávia.

O dicionário de capa azul escuro é de Grego – Inglês e vice-versa.

 

Abaixo, os dicionários de grande porte.



5)      DICIONÁRIOS ESPECIAIS

No caso destes abaixo, um dos momentos mais felizes da minha vida foi quando em 1997 comprei o de etimologia mostrado. Quanto aos de Mitologia Grega, por coincidência o Junito Brandão, uma autoridade no assunto, foi professor de grego de um primo da minha ex-esposa.


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Sendo o que me resta para o momento deixo aqui bem claro que possuo muito mais livros, com nítida predominância para os que tratam de História e Geografia, porém os citados na postagem possuem um significado especial para mim. Outrossim, como sou ferrenho adepto da realidade, a imensa maioria do meu acervo é composta por livros de não-ficção, o que até certo ponto limita as minhas opções de compra. Sim, tenho alguns clássicos e alguns de ficção, mas são poucos. Não, não possuo nenhum sobre religião nem sobre Filosofia.

Gostaria de ouvir a opinião de você sobre seus pré-defuntos.

--------- FIM   DA  POSTAGEM  ---------

 

OBJETOS DECORATIVOS

Antigamente era praxe as casas terem objetos decorativos de vários tipos. Alguns deles serão exibidos aqui. Sua família os tinha em casa?

 

IMAGENS RELIGIOSAS

Eram comuns os quadros do Coração de Jesus e da Santa Ceia.



Nas casas de portugueses era quase mandatório haver na fachada ou no interior da varanda uma imagem de santo em azulejos. Podiam ser Santo Antônio, São José, Nossa Senhora de Fátima e outros. O trecho abaixo foi obtido na Internet:

Referência em pesquisas sobre azulejaria, a arquiteta e urbanista Dora Alcântara conta que essa história nasceu no final do século XV, durante o reinado de Dom Manuel (que estava no trono de Portugal quando o Brasil foi descoberto). Ele se encantou por peças utilizadas para formar mosaicos na Espanha, e as importou. Começavam, então, a girar as engrenagens desse recurso até que, no século XVII, Portugal já fabricava seus próprios exemplares.

“Dora afirma que a utilização dos azulejos com imagens de santos nas residências lusitanas (que, em boa parte, correspondia à parte de cima do comércio da família) começou a ser observada entre 1750 e 1800.

A foto abaixo é de Santo Antônio.

 

PRATOS DECORATIVOS

Havia os que ficavam em cima de móveis, apoiados em suportes, e os que eram dependurados em parede. 



Os de metal podiam ser de ferro, cobre, latão e estanho.

 

CINZEIROS

Peça indispensável nas casas. Havia os metálicos e os de vidro, com previsão para apoio de um ou vários cigarros.


 

PÁSSAROS DE PAREDE

Normalmente usados em varandas.

 

PINGUIM DE GELADEIRA

Caído em desuso há muitos anos e hoje considerado kitsch, o pinguim de geladeira era presença muito comum.

 

ANIMAIS EM GERAL

Dispensa comentários.

 

ANJOS

Havia os para dependurar em paredes e os de colocar em cima de móveis.


 

CAIXA DE MÚSICA

Era um objeto decorativo e funcional, ao mesmo tempo.

 

TIMÃO E ÂNCORA

Quem tinha casa de praia ou morava à beira-mar às vezes dependurava na parede um timão e uma âncora.

E os supersticiosos poderiam dependurar na porta de entrada da casa uma estrela do mar, para espantar inveja e mau olhado.

 

APARELHOS DE METEOROLOGIA

Muito charmosos aqueles conjuntos de barômetro, higrômetro e termômetro. Existiam vários modelos, predominando os de formato vertical para dependurar na parede.



 

VASOS

Havia muitíssimos modelos, tanto isolados quanto em conjuntos.




-----  FIM  DA  POSTAGEM  -----

domingo, maio 25, 2025

 

ANTEONTEM, ONTEM E HOJE 

Postagem 2 de 2

Esta postagem é continuação da anterior e nela trataremos de objetos diversos.

Tal como na postagem anterior, as fotos não terão texto associado. Fica a critério dos visitantes tecer comentários para elas. Para indicar a foto à qual se refere o comentário, indique o número da foto e acrescente a letra A, B ou C para ser referir ao estágio de anteontem, ontem e hoje, respectivamente. Exemplo: “Foto 4 A” indica a aparência de anteontem da foto 4.

Vamos a elas.

 

FOTOS 1 ==> GELADEIRAS





FOTOS 2 ==> CAMAS





FOTOS 3 ==> FERROS DE PASSAR ROUPA





FOTOS 4 ==> LÂMPADAS







FOTOS 5 ==> FOGÕES







FOTOS 6 ==> VASOS SANITÁRIOS





FOTOS 7 ==> TELEVISORES





FOTOS 8 ==> TELEFONES





-----  FIM  DA  POSTAGEM  ----

REVISITANDO O SDR

O "Saudades do Rio" fechou as portas para novas postagens no final de outubro, mas surgiu uma nova ideia dos comentaristas: O obje...