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terça-feira, janeiro 03, 2023

BRINQUEDOS

Hoje vamos voltar no tempo e relembrar alguns das dezenas de brinquedos existentes na nossa infância. Como a maioria dos visitantes do SDR é do sexo masculino, a predominância de brinquedos será referente a esse sexo ou àqueles que podiam ser usados indistintamente por meninos ou meninas. Apenas um ou outro se refere exclusivamente a meninas. Também não vou colocar fotos de carrinhos de brinquedo, dada a imensa variedade deles. Eram os meus preferidos.

Lembrando que na nossa infância dispúnhamos de espaço para os folguedos, fosse por morarmos em casas com quintal, fosse por podermos brincar na rua ou, eventualmente, em alguma praça próxima. Muitos dos brinquedos antigos não poderiam ser usados atualmente, eis que a moradia padrão é um "apertamento" e é totalmente proibitivo brincar na rua, seja por causa do trânsito, seja por falta absoluta de segurança.

Antes que alguém reclame, esclareço que esta postagem é só sobre brinquedos passíveis de serem usados por uma criança isoladamente. Haverá outra postagem só sobre jogos que exigiam mais de uma criança.

Voltemos agora ao passado. Peço desculpas pelo tom pessoal que costumo sempre dar a meus relatos.

 

1) Rema-rema


Era um dos meus favoritos. Para quem não o teve, funcionava assim: a criança colocava os pés na barra das rodas dianteiras, as mãos na barra de madeira (na foto) e empurrando e puxando essa barra o rema-rema se movia. Os pés eram usados para mudar a direção do movimento, bastando empurrar com um deles a barra dianteira das rodas. Era um bom exercício.

 

2) Velocípede e tico-tico


Também eram meus favoritos. O tico-tico se destinava a crianças pequenas e o velocípede a um pouco maiores, dadas as dimensões dos brinquedos. Além disso o velocípede costumava ter uma plataforma entre as rodas traseiras, de modo que dava para transportar outra criança ali, a título de carona. Muitas vezes as crianças pequenas não conseguiam acionar os pedais do tico-tico e o movimentavam andando com os pés no chão.

 

3) Kit de cozinha


As pobres meninas não tinham praticamente nenhuma variedade de brinquedos a escolher. Um dos mais famosos era o kit de cozinha, apresentado em diferentes versões, com mais ou menos componentes.

 

4) Servicentro Esso


Esse era um clássico. Havia alguns em versões mais simples e menores.

 

5) Jipe e trator


Eram o sonho de muitas crianças, porém só as de família rica podiam usufruir deles. Não era o meu caso.

O jipe tinha muito mais saída do que o trator, pelo menos nas cidades. Talvez no interior o trator fosse o preferido.

 

6) Disco voador

Esse brinquedo me deixou lembrança triste e eterna. Num Natal, meu tio-avô Cravinho (o nome dele era Arlindo, e não sei por quais cargas d'água tinha esse apelido) me deu um brinquedo desses de presente. Havia dois discos no kit. Fui para o quintal, coloquei um disco na base, puxei o cordel e lá se foi o disco subindo, subindo, subindo... e caiu em cima do telhado do vizinho, uma casa de dois andares muito alta. Com menos de um minuto de brincadeira, perdi um dos discos. Sobrou o outro, e fiquei com muito medo de perdê-lo também. Praticamente encostei o brinquedo.

 

7) Bonecas


Selecionei as três bonecas da foto: Amiguinha, Beijoca e Meu Sonho. É pouco provável que as visitantes deste SDR tenham brincado com uma delas, em virtude da infinidade de modelos existentes.

 

8) Cinturão com dois revólveres


Sem nenhuma sombra de dúvida, esse foi sempre o brinquedo que mais vezes pedi. Ganhei várias versões, porém nunca a de dois revólveres, porque era cara. Sempre ganhei a de um único revólver. Como quem não tem cão caça com gato, eu peguei dois cinturões de um revólver, soltei o coldre de um e o coloquei no outro, fazendo assim um cinturão com dois revólveres. O problema é que esse segundo coldre ficava ao contrário e o revólver não encaixava direito nele. Mas quebrava o galho.

Na vida há coisas estranhas: quando criança, eu lia o tempo todo gibis de faroeste, como os do Roy Rogers, Hopalong Cassidy, Gene Autry, e outros. E sempre pedia um cinturão com revólver no Natal. Uma vez crescido, seria de se supor que essa preferência iria se manifestar. Porém, tal não aconteceu: um dos tipos de filme que não me atrai nem um pouco é justamente o de faroeste.

 

9) Pequeno Engenheiro


Brinquedo também muito famoso, mas que não conseguia manter o interesse da criança por muito tempo. Foi o meu caso, pelo menos.

 

10) Laboratório de química


Brinquedo interessante, mas que me deixava frustrado porque algumas das substâncias químicas se esgotavam rapidamente e não havia como substituí-las, limitando as experiências.

 

11) Kits da Revell


Brinquedo muito interessante e bem fabricado. Exigia cuidado e paciência para montagem. Havia muitos modelos de aeronaves e navios à disposição. Eu me lembro de ter ganho um Boeing 707, um B-24 Liberator, um navio de guerra (não lembro qual), uma caravela e um avião caça (também não lembro qual).

  

12) Bambolê


Era mais usado por meninas. Possui uma história interessante, narrada abaixo.

Acredita-se que o bambolê tenha surgido há pelo menos três mil anos no Egito. Confeccionados com fios de parreira secos, eram utilizados pelas crianças que queriam imitar artistas de rua que faziam apresentações de dança com os bambolês. Entretanto, o brinquedo, tal como o conhecemos hoje, surgiu apenas em 1958, nos Estados Unidos. A ideia veio de uma viagem à Austrália, onde os americanos Richard Knerr e Arthur Melin, sócios em uma fábrica de brinquedos, viram crianças brincando com círculos feitos de bambu. O projeto do bambolê foi batizado com o nome de “hula hoop” e em menos de quatro meses após o seu lançamento já havia vendido cerca de 25 milhões de unidades.

O bambolê chegou ao Brasil através da marca Estrela, no mesmo ano do lançamento nos Estados Unidos. Aqui, finalmente recebeu o nome Bambolê, devido a uma associação com a palavra “bambolear”, que significa gingar, rebolar. Vários outros países se renderam à moda do brinquedo. Porém, em países como a Inglaterra, por exemplo, o bambolê era feito de madeira ou de metal, o que o tornava perigoso, chegando a ser conhecido como aro mortal.

Posteriormente o uso do bambolê foi desaconselhado pelos ortopedistas. Não sei o quanto de verdade há nisso.


13) Polipticon


Não me lembro se já existia na minha época de criança. Mas é um brinquedo muito instrutivo para quem se interessa por microscópios e telescópios.

Eu sempre me interessei por Astronomia, desde colecionar figurinhas de álbuns a esse respeito até a ler livros sobre o assunto, já adulto. Depois de II Guerra Mundial, é o meu tema favorito. Tenho 17 livros a respeito.

Por volta de 1963, a irmã de um vizinho possuía uma luneta e ele ma emprestou durante alguns meses. Eu passava tempos no quintal, olhando para as estrelas. Durante o dia, olhava a encosta do Sumaré, na época ainda visível do quintal lá de casa por não haver prédios nas imediações. Gostava de ver as torres de TV e a casa do bispo, além de alguns poucos barracos. Se bem me lembro, só a TV Rio e depois a Excelsior tinham torres no Sumaré, nessa época. Hoje aquilo é um paliteiro.

 

14) Pião


Havia dois tipos, como mostrado nas fotos acima. Eu tive o do lado esquerdo. Nunca me atraiu o do lado direito.

 

15) Ioiô


Não era dos meus preferidos.

 

16) Forte apache / Soldadinhos de chumbo

Fazia muito sucesso entre a meninada. Na época a TV exibia a série Rin-Tin-Tin, que servia de emulação para o brinquedo.

No caso dos soldadinhos de chumbo, meu irmão e eu os separávamos em dois grupos (um para ele e outro para mim), colocávamo-los distantes um do outro no corredor lá de casa, e usávamos bolas de gude para derrubarmos os soldadinhos um do outro.

 

17) Carrinho de rolimã


Não era tão comum assim, mas sem dúvida era divertido. E fonte de muitas escoriações. Nunca brinquei num desses.

 

18) Cavalinho de pau


Bastante comum entre as crianças. Acho que tive um, mas não estou certo. O mais comum era meu irmão e eu pegarmos vassouras, amarrarmos barbante no rebaixo do cabo delas, a título de rédeas, e sairmos galopando no quintal, com cinturões de revólver na cintura. 

Na casa vizinha à nossa havia um caminho de grama e terra entre o portão de veículos e a garagem. Eu gostava de pegar uma vassoura de pelo e cavalgar nesse caminho, vendo a terra levantar poeira, tal como nos filmes de faroeste.

 

------------- BÔNUS -------------

Nessa parte da postagem descreverei sucintamente alguns "brinquedos" inventados por mim e por meu irmão e que não fazem parte de nenhum rol, e portanto não há fotos deles. Espero que os visitantes também façam o mesmo e descrevam os seus.

1) Volante de tampa de panela

Pegávamos as maiores tampas de panela e as usávamos como se fossem o volante de ônibus. Corríamos pelo quintal dirigindo o "pesado veículo", evitando trombar com os bambus que serviam para subir e descer os varais de roupa lavadas por minha mãe.

2) Rodo a título de ônibus

Os rodos antigos eram totalmente de madeira e a parte onde havia a borracha era inclinada em relação ao cabo. Então, fazíamos de conta que essa parte era o parabrisa do ônibus. Colocávamos o rodo na horizontal, apoiado no ombro direito, e "olhando" pelo parabrisa conduzíamos nosso ônibus entre os bambus já citados acima, tomando cuidado para não arranhar a "lataria" neles.

3) Pilotando nave espacial

Na época da corrida espacial, eu me divertia sozinho assim: pegava um pedaço de tábua, colocava-a em cima da mesa e punha na tábua uns controles de rádio amador que meu tio guardava em casa (aqueles redondos e graduados, destinados a mudar a frequência), colocava fones de ouvido também de rádio amador, botava na cabeça um boné estilo militar (aqueles que se compra no Carnaval) e lá ia eu pilotando minha nave espacial pelo Universo afora.

 ---------------  FIM DA POSTAGEM  -------------

 

 




 



segunda-feira, janeiro 02, 2023

 

CINEMAS POEIRINHAS

Nesta postagem vamos excursionar por plagas desconhecidas pela maioria dos visitantes deste SDR. E nos depararemos com uma série de cinemas de rua, daqueles que o povo se encarregou de chamar de "poeirinhas". O Rio de Janeiro teve centenas de cinemas de rua, muitos deles autênticos poeirinhas. A penosa seleção foi feita por mim, e posso ter classificado dessa maneira algum cinema que não a mereça. Neste caso, o comentarista que discordar sinta-se à vontade para me contestar com veemência.

Chegou a hora de os visitantes da Zona Norte se apresentarem e darem sua valiosa contribuição à postagem.

Onde possível, o Luiz abrilhantou cada foto com os dados obtidos no famoso livro da Alice Gonzaga, "Palácios e Poeiras".

Apertem os cintos porque a viagem vai ser longa. Comecemos.

 

1) Cine Anchieta


Endereço: Estrada Marechal Alencastro

Bairro: Anchieta

Inauguração:

Fechamento:

Capacidade:

 

2) Cine Beija-Flor / Madureira 3

 


Foto tirada em 1958.


Foto tirada em 1994.

Endereço: Rua João Vicente

Bairro: Madureira

Inauguração: 1914

Fechamento: 1986 (transformou-se no cine Madureira 3)

Capacidade:

 

3) Cine Bruni Méier


Foto tirada em 1989, quando o cinema só projetava filmes pornô.

Endereço: Rua Amaro Cavalcanti, 105

Bairro: Méier

Inauguração:

Fechamento:

Capacidade:

OBS: Até 1963, chamava-se apenas Cine Méier.

 

4) Cine Comodoro


 
Endereço: Rua Haddock Lobo, 145

Bairro: Rio Comprido

Inauguração: 1967

Fechamento: 1988

Capacidade:

Cheguei a ir a esse cinema umas poucas vezes. Numa delas, assisti à ópera-rock "Tommy", do conjunto "The Who". Numa outra, fui enganado pelo anúncio de jornal, entrei para ver um determinado filme, e quando percebi após os trailers começou a passar o nefando "Independência ou Morte", com Tarcísio Meira. Saí muito pê da vida do cinema. Paguei ingresso a toa.

 

5) Cine Guarabu


Foto tirada em 1982.

Endereço: Praça Jerusalém (ou Rua Sargento João Lopes)?

Bairro: Ilha do Governador

Inauguração: 20/04/1950

Fechamento: 05/1982, já sob o nome Studio Ilha.

Capacidade:

 

6) Cine Guaraci


 
Foto tirada em novembro de 1982.

Endereço: Rua dos Topázios, 52

Bairro: Rocha Miranda

Inauguração: 1954

Fechamento: 1989

Capacidade: 1.379 lugares

 

7) Cine Irajá


Endereço: Avenida Monsenhor Félix, 454

Bairro: Irajá

Inauguração: 1941

Fechamento: 1983 ou 1984

Capacidade:

 

8) Cine Marajá


 
Foto tirada em 16/09/1982.

Endereço: Rua Ana Néri

Bairro: São Francisco Xavier

Inauguração:

Fechamento:

Capacidade:

 

9) Cine Palácio Campo Grande


Endereço: Rua Augusto de Vasconcelos, 139

Bairro: Campo Grande

Inauguração: 1962

Fechamento: 25/09/1990

Capacidade:

OBS: Consta ter sido o maior cinema do Rio de Janeiro.

 

10) Cine Regência


Foto do início dos anos 1990

Endereço: Avenida Ernani Cardoso, 52

Bairro: Cascadura

Inauguração:

Fechamento: (ainda em funcionamento)

Capacidade:

 

11) Cine Santa Cruz


Foto tirada em 1994.

Endereço: Rua Felipe Cardoso, 72

Bairro: Santa Cruz

Inauguração: 1929

Fechamento: fechou em 1979, reabriu no início dos anos 1990 e fechou novamente no fim desse mesmo período.

Capacidade: 220 lugares

 

12) Cine São Geraldo


Endereço: Rua Alfredo Barcelos, 572

Bairro: Olaria

Inauguração: 23/03/1949

Fechamento: 1991

Capacidade: 381 lugares

 

13) Cine Todos os Santos


Foto dos anos 1980.

OBS: Era conhecido como "Todinho" ou "Metro Todos os Santos" (haja pretensão!!)

Endereço: Rua Getúlio

Bairro: Todos os Santos

Inauguração: 06/01/1944

Fechamento:

Capacidade: 

 

14) Cine Vitória Bangu


Endereço: Avenida Santa Cruz, 1745

Bairro: Bangu

Inauguração: 26/07/1928

Fechamento: 16/08/1981

Capacidade: inicialmente 837 ou 790 lugares, dependendo da época

 

15) Cine Fluminense

Endereço: Campo de São Cristóvão, 105

Bairro: São Cristóvão

Inauguração: 23/11/1916, fechado para reformas e reaberto em 19/03/1932

Fechamento: 31/05/1981

Capacidade: 1.500 lugares

 

 

CHOCOLATES DE ANTANHO

A postagem de hoje versa sobre as delícias de chocolate que existiam antigamente. Algumas sobreviveram à passagem do tempo, outras não, outras apenas mudaram de nome. Antes de passarmos às delícias, vejamos um pouco de história, segundo a Wikipedia.

A palavra chocolate provém do castelhano chocolate, por sua vez foi originado a partir de línguas indígenas mesoamericanas. Contudo, sua etimologia não está completamente esclarecida, existindo versões diferentes para tal.

Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América Central. A partir dos Descobrimentos, foi levado para a Europa, onde se popularizou, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Contudo, devido às necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não é possível o seu plantio na Europa e por isso as colônias americanas de clima tropical úmido continuaram a fornecer a matéria-prima.

O chocolate, tal como é consumido hoje, é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados ao longo dos séculos. O produto era consumido pelos nativos na forma de uma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza. Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto. Com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias, surgiu o chocolate com leite e depois na forma de um sólido. Atualmente são infindáveis as versões em que ele se apresenta.

Paralelamente, o chocolate passou a ser associado a determinadas festividades, como por exemplo a Páscoa. Além disso, com as descobertas científicas, foram conhecidas algumas propriedades que o relaciona, especialmente na versão amarga, à saúde humana. Contudo, o mesmo não se aplica a diversos animais domésticos, para os quais pode chegar a ser tóxico.

No Brasil, os grandes fabricantes de chocolate são (ou foram) a Nestlé, a Bhering, a Garoto e a PAN (Produtos Alimentícios Nacionais). Outros fabricantes: Falchi, Sonksen, Neugebauer e Lacta.

Vamos agora à seleção que fará parte desta postagem. Nunca fui muito fã de chocolate, por isso pedi auxílio a minha esposa, que durante muitos anos foi chocólatra.

 

1) Alpino


Lançado pela Nestlé em 1959, inicialmente na versão bombom.

 

2) Baton


Lançado pela Garoto em 1948, com o nome "Leite e Mel", tendo posteriormente sido rebatizado para Baton em virtude de seu formato.

 

3) Laka


Lançado em 1962 pela Lacta. Na Internet há um conflito entre o Laka e o Galak como tendo sido o primeiro chocolate branco produzido no Brasil. Estranhamente, a data de lançamento do Galak é 1960, o que o tornaria o primeiro. Mas não sei até que ponto essas datas são confiáveis.

Alguns não consideram chocolates brancos como chocolates verdadeiros, já que não são feitos com a polpa do cacau e sim com a manteiga de cacau.

 

4) Cigarros de chocolate


Lançados em 1941 pela PAN. A ideia era fabricar um produto que desse às crianças a impressão de já serem adultos, pois fumar era um hábito muito comum na época.

Para ilustrar o produto escolheram a foto de Paulo Augusto Cruz, que desde os 11 anos de idade personificava o palhaço-mirim Berinjela. Por ser natural da cidade paulista de Pompéia, o menino era conhecido como Paulo Pompéia. Como Berinjela fazia muito sucesso entre as crianças, ao excursionar junto ao Circo Garcia, a PAN resolveu usar a foto de Paulo na propaganda do produto. 

 

5) Croquete


Lançado pela Nestlé em meados da década de 1970. Vinha num tubo de papelão, novidade na época.

 

6) Diamante Negro


Lançado pela Lacta em 1939, como homenagem a Leônidas da Silva, apelidado de Diamante Negro e considerado o melhor jogador da Copa do Mundo de 1938. A Lacta pagou na época três mil réis pelo uso do nome do atleta.

 

7) Kri


Na verdade, eram flocos de arroz misturados a chocolate. Foi lançado pela Nestlé em 1971. Seu nome era uma onomatopeia do ruído que fazia o produto ao ser mastigado. No resto do mundo se chamava Crunch, também uma onomatopeia. Em 1992 a Nestlé alterou o nome do Kri para Crunch.

 

8) Moedas de chocolate


 É um produto da PAN, mas não consegui descobrir sua data de lançamento.

 

9) Galak


Lançado pela Nestlé em 1960. Na Internet há um conflito entre o Laka e o Galak como tendo sido o primeiro chocolate branco produzido no Brasil. Estranhamente, a data de lançamento do Laka é 1962, o que não o tornaria o primeiro. Mas não sei até que ponto essas datas são confiáveis.

Alguns não consideram chocolates brancos como chocolates verdadeiros, já que não são feitos com a polpa do cacau e sim com a manteiga de cacau.

 

10) Prestígio


Lançado em 1961 pela Nestlé.

 

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Este foi um breve apanhado de alguns chocolates lançados há décadas no mercado brasileiro. 

Embora eu tenha afirmado nunca haver sido fã de chocolate, seria mentira dizer que ao longo das minhas sete décadas de vida eu nunca tenha comido um chocolate. Dos exemplos acima, entretanto, nunca provei Laka, Croquete, Diamante Negro e Kri. E o Prestígio é aquele que mais vezes comi.  


domingo, janeiro 01, 2023

 

GULOSEIMAS

A postagem de hoje é sobre algumas guloseimas que alegravam a nossa vida de criança e pré-adolescente. Uma ou outra resistiu ao tempo e ainda pode ser encontrada no mercado. Chocolates não estão incluídos nesse rol porque constituirão postagem à parte, em breve.

Voltemos no tempo e não nos envergonhemos se nos vier água à boca ou lágrimas aos olhos.

1) Bala Boneco


Infelizmente não consegui uma foto boa dessa icônica bala, vendida na Casa Cavé, situada até hoje na esquina das ruas Uruguaiana e Sete de Setembro. Minha avó trabalhava em Laranjeiras e morava conosco na Tijuca. Ela pegava o bonde até o Tabuleiro da Baiana e ia a pé até a Sete de Setembro, para pegar o bonde Tijuca. No caminho, passava na Cavé e de vez em quando comprava um saco de balas boneco para meu irmão e eu. Era a glória.

2) Chicletes Adams

Nunca fui fã de chicletes, por isso raramente usufruía dessa guloseima.

3) Pirulitos Kibon

Se bem me lembro, eram vendidos nas carrocinhas da Kibon. De vez em quando eu me deliciava com um, de preferência de morango.

4) Balas Embaré


Essas balas e duas guloseimas que virão à frente (pingo de leite e balas Toffee) merecem uma descrição especial. Eu morava na rua Dona Delfina, na Tijuca. Na rua Conde de Bonfim, 658B, duas casas comerciais após a esquina com a Dona Delfina, havia uma pequena loja, que hoje seria classificada como de delikatessen, e que se chamava Casa Marília. O dono era um senhor baixinho e muito gente boa. De vez em quando minha mãe mandava eu e meu irmão irmos lá, comprar caixa de erva-mate ou pão Milko da Plus Vita ou o pão Pullman. E às vezes nos dava um dinheirinho a mais, para comprarmos guloseimas. Nessas ocasiões, escolhíamos pingos de leite, balas Toffee ou as balas Embaré.

Mas ao que me lembro, as Embaré da época eram mais escuras que a da foto, e eram embaladas em papel parecido com celofane, e quando tentávamos desembrulhá-las o papel se rompia e ficava agarrado na bala. Às vezes não conseguíamos tirar o pedaço e chupávamos a bala assim mesmo, cuspindo o papel quando o detetávamos.

Atualmente, no lugar da Casa Marília há uma loja de material elétrico chamada Light Tudo.

5) Algodão doce


Esse é um clássico que resiste ao tempo, embora antigamente eu não me lembre de vê-lo colorido com anilina, como existe hoje em dia. O nariz e o entorno da boca sempre eram vítimas do algodão, ficando melados.

6) Pingo de leite


Ô, delícia!!  Já citei essa guloseima ao descrever a foto 04. Era uma das minhas preferidas.

7) Drops Dulcora

 

Um clássico que infelizmente sumiu. Minha tia trabalhava na avenida Rio Branco e de vez em quando levava para meu irmão e para mim duas embalagens desse drops. O meu era sempre de anis, e o do meu irmão era misto.

8) Caramelo de leite Nestlé


Acho que ainda existe. Não era dos meus preferidos.

9) Pirulito de açúcar queimado


Quem não se lembra do vendedor ambulante batendo a matraca e anunciando sua chegada com seu estoque desse pirulito? Extremamente doce, como era inevitável. E tínhamos de tomar cuidado com a ponta aguçada dele, senão poderíamos ferir o interior da boca. Nunca mais vi essa guloseima à venda. Não sei se ainda existe.

10) Mentex


 Também não era dos meus preferidos, mas era comum ser comprado na ante-sala dos cinemas, para ser chupado durante o filme. Acho que ainda existe.

11) Balas Toffee


Também citei essa guloseima na descrição da foto 04. Existe até hoje e minha esposa a adora. Eu já não faço questão, pois há muitos anos deixei de gostar de balas.

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Outras mais existiram e convido os comentaristas a enriquecerem a postagem citando-as.


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